A sub-base é o conjunto de camadas de material compactado aplicado sobre o terreno preparado, antes da relva ser colocada. Dá estabilidade estrutural e permite o escoamento da água.
Composição típica
A configuração mais comum em uso residencial combina uma camada de tout-venant (agregado britado de granulometria extensa), seguida de uma camada final mais fina de pó de pedra, que dá o acabamento nivelado onde a relva assenta.
Espessura de referência
Em uso residencial, é comum ver referências de mercado entre 5 e 10cm de tout-venant, seguidos de mais alguns centímetros de pó de pedra — com um total compactado que costuma rondar os 10 a 20cm, consoante o estado do solo original. Terrenos mais instáveis ou com maior exigência de uso (ex.: campos desportivos) precisam de camadas mais espessas — estes valores são referências de prática de mercado, não uma norma fixa, e devem ser confirmados pelo profissional consoante o terreno concreto.
Compactação
Cada camada é compactada com placa vibratória ou cilindro, consoante a extensão da obra, antes de aplicar a camada seguinte. Compactar tudo de uma vez, sem faseamento por camadas, é um dos erros mais comuns que leva a afundamentos meses depois da instalação.
Entre camadas, ou entre a sub-base e o solo, aplica-se frequentemente uma manta geotêxtil — separa os materiais, ajuda ao escoamento e trava o crescimento de ervas daninhas através do relvado.
Porque a cota final se define antes de escavar
É a conta que mais obras falham. O nível final do relvado tem de ficar certo em relação a tudo o que já existe: soleiras de portas, lancis, degraus, tampas de caixas, bordo da piscina. Se a base ocupa 15 cm e a relva mais 3 cm, é preciso escavar cerca de 18 cm abaixo da cota pretendida.
Quando não se escava o suficiente, a tentação é reduzir a base — e é aí que começam os problemas que aparecem no primeiro inverno. Ver erros comuns na instalação.
As camadas, de baixo para cima
| Camada | Material | Função |
|---|---|---|
| 1 | Terreno escavado e compactado | Fundação, com caimento já definido |
| 2 | Manta geotêxtil | Separa terra de agregado, trava ervas |
| 3 | Brita (só se for preciso drenar) | Camada drenante |
| 4 | Tout-venant, 10 a 15 cm | Estrutura e estabilidade |
| 5 | Pó de pedra, 3 a 5 cm | Nivelamento fino onde a relva assenta |
Bordos e remates
Uma base bem feita termina sempre contra um limite firme: lancil, viga de betão, perfil metálico ou o próprio muro. Sem esse confinamento lateral, o agregado das bordas solta-se com o tempo, a relva perde apoio e o bordo começa a levantar.
É também no bordo que se fixa a relva, o que torna este detalhe duplamente importante. Ver acabamento e remates e fixação.
Sub-base sobre superfícies existentes
Nem sempre é preciso escavar. Quando o relvado vai assentar sobre betão, cerâmica ou uma laje, a sub-base de agregado desaparece e é substituída por uma solução de espessura muito menor: manta drenante perfilada, base amortecedora ou aplicação direta com caimento já existente.
O critério é a água. Se a superfície já tem caimento e ralos que funcionam, a instalação é simples. Se acumula água hoje, vai continuar a acumular com relva por cima — e aí a relva apenas esconde o problema.
Sinais de sub-base mal executada
| Sintoma | Causa provável |
|---|---|
| Zonas que cedem ao pisar | Compactação insuficiente ou camadas espessas de mais |
| Ondulações visíveis | Nivelamento final do pó de pedra mal feito |
| Poças sempre no mesmo sítio | Caimento em falta ou saída de água inexistente |
| Ervas a atravessar o relvado | Geotêxtil ausente ou mal sobreposto |
| Bordos a levantar | Falta de confinamento lateral |
Todos eles obrigam a levantar a relva para corrigir, e nenhum é visível no dia da entrega. É por isso que a sub-base é a parte da proposta que mais vale a pena discriminar e comparar.
É também a que decide se o relvado dura. Explicamos o dimensionamento da base em cada proposta. Ver aplicação de relva sintética ou fale connosco pelo WhatsApp.
