Terraços, coberturas e pátios de betão são um dos casos em que a relva sintética resolve algo que a natural simplesmente não consegue — mas a instalação sobre uma superfície dura e impermeável exige cuidados diferentes dos de uma instalação sobre terra.
Escoamento é o ponto central
Como o betão não deixa a água infiltrar-se no solo, todo o escoamento depende do caimento existente na laje e de eventuais ralos ou zonas de recolha já previstos na construção. Confirme sempre que estes já existem antes de instalar — a relva não cria drenagem onde ela não existia.
Camada amortecedora
Ao contrário de uma sub-base granular sobre terra, sobre betão costuma aplicar-se uma camada amortecedora fina (um shockpad ou manta específica) diretamente sobre a laje, para dar conforto ao pisar e compensar a rigidez da superfície de base.
Fixação
Sobre betão não se usam pregos ou grampos — a fixação faz-se com cola ou adesivo específico para exterior, aplicado nas bordas e nas juntas. Ver fixação para o detalhe.
Instalar diretamente sobre betão sem confirmar o caimento existente. Uma laje perfeitamente plana, sem qualquer inclinação, retém água por baixo da relva mesmo com um backing perfeitamente permeável.
Confirmar o estado da laje antes de cobrir
Uma vez colocada a relva, o que estiver por baixo deixa de ser visível durante anos. Por isso vale a pena verificar três coisas antes: se há fissuras ativas, se a impermeabilização está íntegra, e se os ralos escoam.
O teste é simples: despejar água em vários pontos e observar para onde corre e em quanto tempo desaparece. Se ficar parada, esse ponto vai ficar parado debaixo da relva também — com a diferença de que deixa de se ver.
A camada intermédia e o que ela resolve
Sobre betão não existe sub-base de agregado, e a solução habitual é uma manta drenante perfilada— uma placa fina com relevo que cria um canal de ar contínuo entre a relva e a laje — ou uma camada amortecedora, quando o conforto ao pisar é prioritário.
Faz três coisas ao mesmo tempo: conduz a água até ao ralo sem a deixar estagnar, evita a humidade permanente em contacto com o backing, e suaviza a dureza do betão. Em terraços de uso frequente, é a diferença entre um espaço agradável e um tapete duro. Ver relva em varandas e terraços.
Pormenores em terraços e coberturas
Em coberturas, três cuidados adicionais. Não furar nunca a laje, para não comprometer a impermeabilização. Manter os ralos acessíveis, com uma caixa ou recorte que permita limpá-los sem levantar a relva. E confirmar a carga que se acrescenta, somando relva, enchimento e água retida.
Em condomínios, obras em coberturas e terraços que sejam parte comum exigem aprovação em assembleia. Ver relva sintética em condomínios.
Conforto e temperatura
O betão armazena calor durante o dia e devolve-o, o que torna a mesma relva sensivelmente mais quente do que sobre terra. Numa cobertura virada a sul, isso nota-se todos os dias de verão.
Há três formas de atenuar. Uma camada isolante por baixo reduz a transmissão de calor do betão para a relva. Gamas com pigmentos que refletem parte da radiação aquecem menos. E uma passagem rápida com água baixa a temperatura de imediato, com efeito que dura bastante. Ver proteção UV.
Quando não vale a pena cobrir
Há situações em que a resposta honesta é resolver o betão primeiro. Se a laje tem fissuras ativas, se a impermeabilização está a falhar, ou se há água a passar para o piso de baixo, cobrir com relva esconde o problema e torna o diagnóstico futuro muito mais caro.
O mesmo se aplica a lajes sem qualquer caimento e sem ralo. Nesse caso, ou se cria uma saída de água, ou o relvado vai reter humidade permanentemente. Ver drenagem.
Avaliamos o escoamento existente antes de propor solução. Fale connosco pelo WhatsApp ou peça um orçamento.
