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Manutenção

Como reparar um dano localizado na relva sintética

Um corte acidental, uma queimadura ou uma junta que abriu não exigem trocar todo o relvado — um remendo bem feito resolve e não se nota.

Danos localizados — um corte com uma ferramenta, uma queimadura de churrasco, uma junta que se soltou — são reparáveis pontualmente, sem necessidade de substituir a área inteira. O que decide se o remendo se nota ou não são dois detalhes: a origem do material e o sentido da fibra.

Remendo com recorte da mesma relva

O processo é o mesmo que se usa numa emenda normal de obra. Recorta-se a zona danificada com forma regular — um quadrado ou retângulo, nunca um contorno irregular, porque linhas retas escondem-se melhor — cortando pelo avesso e entre filas de tufos, para não cortar fibra. Ver corte de relva sintética.

Corta-se depois um retalho exatamente com a mesma medida, respeitando o sentido da fibra. Este é o ponto onde a maioria dos remendos falha: se o retalho for colocado com a fibra virada ao contrário, reflete a luz de forma diferente e fica visível à distância, mesmo sendo material idêntico.

Por fim, assenta-se banda de junção por baixo e cola-se com o mesmo sistema de cola e banda das emendas. Coloca-se peso sobre a zona enquanto a cola cura e escova-se no fim, para misturar a fibra do remendo com a do redor.

Juntas que abriram

Se o problema for apenas uma junta que se soltou, sem dano na fibra, muitas vezes basta levantar a aba, limpar a cola antiga e o pó, e reaplicar cola na zona afetada — seguindo o processo descrito em juntas, sem qualquer recorte novo.

Vale a pena perceber porque abriu, ou vai voltar a abrir. As três causas habituais são cola insuficiente na obra original, humidade retida por baixo, ou uma base que assentou e deixou a junta a trabalhar. Se a zona estiver mole ao pisar, o problema é a base e não a cola.

Danos comuns e o que fazer

DanoSoluçãoDificuldade
Queimadura pequena (brasa, cigarro)Recorte e remendoAcessível a quem tem material sobrante
Corte com ferramentaBanda e cola por baixo, sem recorteSimples se o corte for limpo
Junta descoladaLimpeza e nova colagemSimples
Zona escavada por cãoRecompor a base e remendar por cimaExige repor e compactar a base
Ondulação ou zona moleLevantar, corrigir a base e voltar a assentarTrabalho de instalador

Em zonas com animais, ver também relva sintética e animais.

Guardar recortes da instalação

É por isto que vale a pena pedir ao instalador para deixar os recortes maiores sobrantes da obra. São a fonte mais fácil de material para uma reparação futura, com garantia de cor e textura idênticas — e guardados à sombra, num sítio seco, duram anos sem alterar.

Guarde também a ficha técnica com o modelo e o lote. Se não houver recortes, é esse documento que permite tentar encomendar o mesmo material — embora a diferença de tom entre relva nova e relva com anos de sol seja sempre visível.

Reparação em zonas com animais

O dano típico de um cão não é na fibra, é na base. O animal escava sempre no mesmo sítio — junto a um muro, à sombra, no canto — e ao fim de algumas semanas há uma cova por baixo da relva. Remendar a relva sem recompor a base resolve a vista durante um mês e depois volta tudo ao mesmo.

O processo correto é levantar a relva da zona, repor e compactar o material de base, e voltar a assentar. Se o comportamento se repetir, vale a pena reforçar a fixação dos bordos nesse ponto, que é por onde o animal consegue agarrar. Ver fixação da relva sintética.

Quanto custa uma reparação

Uma reparação pontual é quase toda mão de obra e deslocação: o material envolvido é pouco e, se houver recortes guardados, é nenhum. Por isso compensa sempre juntar várias reparações pequenas numa só visita, em vez de chamar alguém de cada vez que aparece um problema.

Onde o valor sobe é quando é preciso mexer na base — levantar, recompor, compactar e voltar a assentar — porque aí já é trabalho de obra e não de remendo. Para ter uma ideia das ordens de grandeza por m², ver preço da relva sintética.

Quando a reparação já não compensa

Se os danos forem extensos, espalhados por toda a área, ou se já não existir relva sobrante da mesma referência, pode fazer mais sentido considerar a substituição da zona ou de todo o relvado. Um relvado com muitos remendos de tons diferentes fica pior do que um relvado uniforme com alguns anos.

Reparações feitas por nós

Fazemos reparações pontuais mesmo em relvados que não instalámos, incluindo recuperação de juntas e correção de base. Envie uma fotografia da zona pelo WhatsApp ou peça um orçamento.

Perguntas frequentes

Dúvidas rápidas sobre o assunto

Uma queimadura de churrasco tem reparação?

Tem. A fibra queimada não recupera, mas recorta-se a zona afetada e cola-se um retalho da mesma relva. Bem feito, com o sentido da fibra respeitado, o remendo não se distingue a mais de um metro de distância.

Posso usar relva nova para o remendo?

Pode, mas vai notar-se. Relva com anos de sol tem um tom ligeiramente diferente de relva acabada de sair do rolo, mesmo sendo o mesmo modelo. É por isso que os recortes guardados da obra original são a melhor fonte de material.

Que cola se usa?

A mesma cola de poliuretano e banda de junção usadas nas emendas da instalação. Cola universal ou fita adesiva não aguentam exterior: descolam com a primeira sequência de calor e chuva.

Quando deixa de valer a pena reparar?

Quando os danos são muitos e espalhados, quando já não há material da mesma referência, ou quando a fibra em toda a área perdeu memória. Aí a reparação resolve a vista de perto mas não devolve o relvado, e compensa substituir a zona.

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