Sempre que uma instalação precisa de mais do que um rolo de relva, existe pelo menos uma junta entre painéis. Bem feita, é praticamente invisível; mal feita, é a primeira coisa que salta à vista num relvado sintético.
Alinhamento das filas
O fator mais importante não é a cola — é garantir que as filas de tufagem de um painel continuam exatamente no mesmo espaçamento no painel seguinte, sem sobreposição nem espaço vazio entre eles. Um corte preciso, feito ao longo de uma fila de tufos, é a base para isto resultar.
Direção da fibra
Além do alinhamento físico, a fibra dos dois painéis tem de "cair" no mesmo sentido. Painéis com sentidos de fibra opostos refletem a luz de forma diferente e a junta fica visível mesmo com um alinhamento perfeito.
Fixação da junta
Depois de alinhados, os painéis são fixados com fita de junção e cola específica — ver cola e banda de junção para o método completo.
Juntas mal coladas tendem a abrir primeiro nas zonas de maior tráfego ou exposição solar direta — vale a pena inspecionar essas áreas periodicamente nos primeiros meses depois da instalação.
Os três erros que tornam uma junta visível
O primeiro é o sentido da fibra. Dois painéis com a fibra a cair para lados opostos refletem a luz de forma diferente e parecem duas cores, mesmo sendo o mesmo lote. É o erro mais comum e o único que não tem correção sem levantar um dos painéis.
O segundo é o corte fora da fila. Se o corte atravessa tufos em vez de passar entre filas, fica fibra cortada a meio de um dos lados e uma linha mais clara ao longo da junta. Ver corte.
O terceiro é o espaçamento. Painéis muito afastados deixam ver o backing; encostados a mais, a fibra levanta numa crista. O espaçamento correto é o mesmo que existe entre filas dentro de cada painel — ver gauge.
Como se executa uma junta
Assentam-se os dois painéis na posição final e confirma-se o sentido da fibra. Dobram-se as abas para fora e centra-se a banda de junção na linha do corte. Aplica-se a cola sobre a banda, espalhada com espátula denteada.
Baixa-se um lado de cada vez, encostando sem esticar, e pressiona-se. Os fios que ficarem presos na cola libertam-se com a mão antes de secar. Coloca-se peso ao longo da junta durante a cura e não se pisa enquanto isso.
O que fazer nas primeiras semanas
As juntas devem ser inspecionadas uma ou duas vezes nos primeiros meses, sobretudo nas zonas de mais passagem e de sol direto, que são onde abrem primeiro. Um levantamento ligeiro corrige-se com pouca cola; ignorado, transforma-se num descolamento que obriga a refazer a emenda.
Depois disso, entram no calendário anual de verificação. Ver manutenção preventiva e reparação.
Quantas juntas e onde as colocar
Uma junta bem colocada quase desaparece; uma junta mal colocada é a primeira coisa que se vê. A regra prática é afastá-las das zonas de passagem e das linhas de visão principais— a vista da janela da sala, o eixo do caminho de entrada.
Sempre que possível, aproveitam-se os limites naturais do espaço: um canteiro, um degrau, uma mudança de pavimento. Uma junta escondida num limite é uma junta que nunca vai incomodar, mesmo que com os anos abra ligeiramente.
Juntas em superfícies duras
Sobre betão ou cerâmica, o princípio é o mesmo mas o método muda: a banda de junção assenta sobre uma superfície lisa e não sobre agregado, o que dá uma colagem mais forte mas exige que a superfície esteja perfeitamente limpa e seca. Qualquer pó impede a cola de agarrar.
Nestes casos usa-se por vezes fita de dupla face de exterior em vez do sistema de banda e cola, sobretudo em varandas pequenas. Ver instalação sobre betão.
Em muitos casos corrigem-se sem substituir nada. Envie uma fotografia pelo WhatsApp ou peça uma avaliação.
