Antes de qualquer material de sub-base ser aplicado, o terreno precisa de ser avaliado e preparado. É esta etapa — mais do que a relva em si — que determina se o resultado final fica plano, escoa bem e dura anos sem ondulações.
Remoção do existente
Sobre terra, remove-se o relvado natural ou vegetação existente, incluindo uma camada de solo superficial com raízes e matéria orgânica. Deixar matéria orgânica por baixo da relva sintética significa que ela se vai decompor ao longo do tempo, causando afundamentos irregulares.
Avaliação do solo
Solos muito argilosos retêm água e drenam mal; solos arenosos drenam melhor mas compactam de forma menos estável. Esta avaliação determina a espessura e o tipo de sub-base necessária.
Definição do caimento
Mesmo em terrenos aparentemente planos, é preciso definir um caimento ligeiro (tipicamente à volta de 1%) para orientar o escoamento da água para longe da zona útil, em vez de a deixar acumular-se no centro do espaço. Isto planeia-se antes da compactação, não depois.
Cada terreno reage de forma diferente — o mesmo projeto de sub-base não serve para um jardim argiloso em Sintra e um terraço sobre laje em Lisboa. Uma avaliação presencial evita surpresas de orçamento a meio da obra.
Tratar o que está por baixo
Há três coisas que têm de ser resolvidas antes de qualquer agregado ser aplicado, e que se descobrem quase sempre durante a escavação. Raízes de árvores junto ao relvado continuam a crescer e acabam por levantar a superfície; em alguns casos é preciso instalar uma barreira anti-raiz.
Tubagens e cabos enterrados — rega, iluminação, piscina — devem ser localizados e registados antes de escavar. É frequente encontrar tubos de rega a poucos centímetros da superfície, e parti-los a meio da obra custa tempo e dinheiro. Se houver rega automática, é a altura de decidir o que acontece aos setores que deixam de fazer sentido.
E formigueiros e toupeiras, que continuam ativos por baixo do relvado e abrem cavidades. Vale a pena tratar antes, não depois.
Onde acaba o relvado
A preparação inclui definir e executar o confinamento lateral: lancil, viga de betão, perfil metálico ou o próprio muro. Sem um limite firme, o agregado solta-se nos bordos e a relva perde apoio onde é mais fácil agarrá-la. Ver acabamento e remates.
É também nesta fase que se decide como a relva encontra os outros materiais do espaço: deck, pedra, piscina, canteiros. Cada transição exige uma solução própria, e resolvê-las no papel é muito mais barato do que improvisar no dia.
A ordem correta das etapas
Remover vegetação e solo superficial. Localizar e proteger infraestruturas. Regularizar e compactar o terreno com o caimento definido. Executar o confinamento dos bordos. Aplicar manta geotêxtil. Só depois começa a sub-base.
Saltar ou trocar a ordem destas etapas é a origem da maioria dos problemas que aparecem no primeiro ano. Ver erros comuns na instalação.
Quando o terreno obriga a mudar o plano
Há situações que só se descobrem com a escavação a meio e que alteram o orçamento. Encontrar entulho enterrado de uma obra anterior obriga a retirar mais material do que o previsto. Encontrar rocha a pouca profundidade impede a escavação prevista e obriga a subir a cota final. E um lençol freático alto transforma a drenagem numa questão de projeto.
Nenhuma destas situações é rara na região de Lisboa, e é por isso que uma proposta responsável distingue o que é preço fechado do que depende do que se encontrar. Ver comparar orçamentos.
A terra que sai
Escavar 15 cm em 100 m² produz cerca de 15 m³ de terra, que é preciso transportar e depositar em destino adequado. Num jardim sem acesso para máquina, esse trabalho faz-se à mão e representa uma parte significativa do custo e do prazo da obra.
Vale a pena esclarecer na proposta quem trata do transporte e do destino da terra, porque é um item que aparece com frequência como extra depois de a obra começar.
Cada terreno é diferente e é na visita que se percebe o que a obra vai exigir. Ver como trabalhamos ou fale connosco pelo WhatsApp.
