O pó de pedra é um agregado fino, com granulometria 0/4mm, usado como camada final de acabamento sobre o tout-venant compactado. É sobre esta camada que o relvado sintético é diretamente colocado.
Porque é esta a camada final e não outra
A granulometria fina do pó de pedra permite um nivelamento muito mais preciso do que o tout-venant, que tem partículas maiores e mais irregulares. Compactado corretamente, forma uma superfície lisa e firme — a base ideal para evitar ondulações visíveis por baixo da relva.
Aplicação
Espalha-se numa camada fina (poucos centímetros) sobre a sub-base já compactada, nivela-se com régua ou desempenadeira, e compacta-se com placa vibratória. Em alguns métodos, deixa-se a camada assentar durante algum tempo antes de aplicar a relva, para absorver eventual chuva e estabilizar melhor.
A superfície final deve estar plana, sem depressões nem elevações visíveis, e com o caimento definido na etapa de preparação já respeitado. Qualquer irregularidade aqui vai transparecer no relvado final.
Porque não se assenta a relva sobre tout-venant
É uma poupança que aparece de vez em quando em obras apressadas e custa sempre caro. O tout-venant tem fragmentos de até 32 mm, e essas pedras transparecem através do relvado: sentem-se ao pisar, marcam a superfície e, com o tempo, furam o backing por baixo.
O pó de pedra existe precisamente para resolver isso. É a transição entre uma camada estrutural grosseira e uma superfície lisa. Ver tout-venant e sub-base.
Como se nivela na prática
Espalha-se com ancinho, puxa-se com uma régua de alumínio apoiada em guias, e compacta-se com placa vibratória em passagens cruzadas. Repete-se o ciclo até a régua não encontrar folgas. É trabalho lento e é onde se ganha ou perde o aspeto final do relvado.
Um detalhe que distingue obras bem feitas: humedecer ligeiramente o material antes de compactar. O pó de pedra totalmente seco não trava entre si, e o totalmente encharcado forma lama. O ponto certo é húmido ao toque mas sem formar bola na mão.
O caimento define-se aqui
É nesta camada que se materializa o caimento previsto para a água escoar, tipicamente entre 1 e 2 por cento em direção à saída. Se o caimento foi pensado na terraplanagem mas não foi respeitado no pó de pedra, perde-se — porque é esta a superfície que a água vai encontrar. Ver drenagem.
Quanto material é preciso
A conta é a área multiplicada pela espessura. Para 100 m² com 4 cm de camada, são 4 m³, o que ronda as 6 a 7 toneladas. Convém encomendar com alguma margem, porque o material perde volume ao compactar e falta sempre nos remates.
O pó de pedra entrega-se a granel e tem de ser transportado até ao local de aplicação, o que em jardins sem acesso para camião significa carrinho de mão. É um fator de custo real que raramente aparece discriminado nas propostas e que vale a pena esclarecer antes. Ver comparar orçamentos.
O que acontece quando esta camada falha
Os sintomas aparecem cedo e são sempre os mesmos. Ondulações visíveis à luz rasante, sobretudo ao fim da tarde. Zonas que cedem ao pisar, sinal de compactação insuficiente. E poças que se formam sempre no mesmo sítio, sinal de que o caimento não foi respeitado.
Nenhum destes se corrige por cima: obriga a levantar a relva, refazer a camada e voltar a assentar. É a razão pela qual esta é a etapa onde menos compensa poupar tempo. Ver reparação.
A maior parte dos problemas que aparecem um ano depois vem daqui. Ver como fazemos a instalação ou fale connosco pelo WhatsApp.
