Primegramas Portugal
Resposta em minutos
Enciclopédia·Guia Técnico·O que é o backing da relva sintética: látex vs poliuretano
Guia Técnico

O que é o backing da relva sintética: látex vs poliuretano

A camada que fixa a fibra no lugar — e a diferença real entre um revestimento em látex e um em poliuretano.

O backing é o suporte onde a fibra é tufada e fixada. Tem duas camadas: o backing primário, o tecido base (normalmente polipropileno), e o backing secundário, o revestimento aplicado por baixo para fixar os tufos de forma permanente.

Látex

É a opção mais comum e mais barata. Um bom backing em látex ronda os 900 gramas por metro quadrado. A desvantagem: o látex degrada-se com o tempo, sobretudo com exposição contínua a água e a variações de temperatura — é a razão pela qual relva sintética muito antiga ou de baixa qualidade começa a perder fibra aos molhos depois de alguns anos.

Poliuretano (PU)

Mais caro, mas cria uma ligação química mais forte com os tufos e não absorve humidade — por isso não se degrada da mesma forma que o látex ao longo dos anos. É a opção mais usada em relva sintética de gama alta e em aplicações desportivas de maior exigência.

Os furos de drenagem

O backing secundário tem pequenos furos que permitem à água atravessar o relvado. É essa perfuração, combinada com uma base bem preparada por baixo, que determina a permeabilidade final do sistema — o backing sozinho não resolve o escoamento se a preparação do terreno não ajudar.

Como se avalia a fixação dos tufos

O ensaio que mede isto chama-se arranque de tufo: puxa-se um tufo com uma força crescente e regista-se o valor a que sai. É o número que separa um relvado que aguenta escovagem mecânica durante anos de um que começa a largar fibra ao terceiro ano.

Não costuma aparecer em fichas comerciais, mas aparece nas fichas de fábrica e é obrigatório em sistemas desportivos certificados. Vale a pena pedi-lo quando a obra é grande. Ver normas e certificações.

O backing e o corte na obra

O backing é também o que se corta. Corta-se sempre pelo avesso, com a relva virada ao contrário, e entre filas de tufos, para não atingir fibra. Um backing de poliuretano corta de forma mais limpa do que um de látex, que tende a esfarelar no bordo — o que se nota depois nas juntas. Ver corte.

A cola também se comporta de maneira diferente conforme o material. As colas de poliuretano usadas nas emendas aderem melhor a um backing de PU do que a látex, o que é mais uma razão para preferir PU em superfícies com muitas juntas. Ver cola e banda de junção.

Quando o backing falha

O sinal típico não é dramático: começa por aparecer fibra solta na escova, depois pequenas falhas na superfície, e por fim zonas em que o tufo sai ao puxar com os dedos. Quando chega a esse ponto não há reparação possível — o material chegou ao fim. Ver quando substituir.

A causa mais frequente em Portugal é humidade permanente em zonas que não apanham sol, combinada com backing de látex. É exatamente a situação em que pagar mais por poliuretano se paga a si próprio.

Como identificar qual tem o seu relvado

A ficha técnica costuma indicar o tipo de backing explicitamente. Se não indicar, é razoável assumir látex — é a opção mais comum em gamas de entrada e média. Para uso intenso ou desportivo, vale a pena confirmar diretamente com o fornecedor.

Backing primário: o que ninguém pergunta

Toda a atenção vai para o backing secundário, mas o primário — o tecido onde os fios são costurados — decide uma coisa importante: se o relvado mantém a medida depois de instalado. Um tecido com pouca estabilidade dimensional encolhe ou estica com o calor, e é isso que abre juntas meses depois da obra.

Em gamas boas, o backing primário é composto por duas ou três folhas sobrepostas, precisamente para resistir a esse movimento. É um detalhe que aparece na ficha de fábrica e quase nunca no folheto comercial. Ver componentes de um relvado.

O que muda em relva desportiva

Em campos, o backing tem uma exigência adicional: suportar milhares de travagens e arranques sem que os tufos cedam. Por isso os sistemas desportivos usam quase sempre poliuretano, e o valor de arranque de tufo faz parte do ensaio de conformidade.

Há ainda sistemas com backing totalmente permeável, sem furos individuais, em que toda a superfície drena. São mais caros e usam-se onde o volume de água a escoar é grande. Ver relva desportiva e preparação de base e drenagem.

Saber que backing tem a proposta que recebeu

É a pergunta que mais muda a durabilidade e a que menos se faz. Podemos ajudar a ler a ficha. Fale connosco pelo WhatsApp ou peça um orçamento.

Perguntas frequentes

Dúvidas rápidas sobre o assunto

O que é o backing de uma relva sintética?

É o suporte por baixo da fibra. Tem duas camadas: o tecido onde os fios são costurados, chamado backing primário, e o revestimento aplicado por baixo que os fixa de forma permanente, chamado backing secundário.

Látex ou poliuretano, qual escolher?

Poliuretano sempre que houver humidade permanente ou uso intenso: piscinas, zonas de sombra que não secam, campos. O látex é mais barato e cumpre bem em espaços cobertos ou de uso ligeiro, mas degrada-se com ciclos de água e temperatura.

Como sei qual tem o meu relvado?

A ficha técnica indica-o. Se não indicar, é razoável assumir látex, que é a opção mais comum em gamas de entrada e média. Pela cor não se distingue de forma fiável.

É o backing que faz a relva drenar?

Em parte. O backing traz furos de drenagem de fábrica, mas se a base por baixo não escoar, a água fica retida na mesma. A permeabilidade do sistema é sempre a do elo mais fraco, e esse é quase sempre a base.

Relacionado
ComponentesPermeabilidadeNormas / certificações

Quer escolher a relva adequada ao seu projeto?

Conheça as soluções Primegramas.

ProdutosPedir orçamento