Brita é agregado britado classificado por calibre — ao contrário do tout-venant, que mistura vários tamanhos, cada "número" de brita corresponde a uma gama de tamanho de partícula específica.
Calibres mais comuns
| Tipo | Granulometria | Uso típico |
|---|---|---|
| Brita 0 (pedrisco) | ~5 a 10mm | Acabamentos, camadas de nivelamento fino |
| Brita 1 | ~10 a 19mm | Base geral, drenagem |
| Brita 2 | ~19 a 25mm | Fundações, camadas de maior espessura |
Classificação de referência — a designação exata pode variar ligeiramente por fornecedor e região.
Onde entra numa sub-base de relva sintética
Numa camada de drenagem dedicada (ver drenagem), a brita de calibre maior (1 ou 2) ajuda a água a circular livremente por baixo da relva, complementando o tout-venant compactado que dá a estabilidade estrutural.
Em terrenos que já drenam bem naturalmente (solos arenosos, por exemplo), uma camada dedicada de brita para drenagem pode não ser precisa — o tout-venant e o pó de pedra bem compactados já bastam. Confirmar isto faz parte da avaliação de terreno na visita técnica.
A manta geotêxtil entre camadas
Sempre que existe uma camada de brita, deve haver uma manta geotêxtil a separá-la do solo por baixo e, por vezes, da camada por cima. Sem ela, os finos do terreno sobem e preenchem os vazios entre as pedras, e a camada drenante deixa de drenar ao fim de um ou dois anos.
É um material barato que resolve um problema caro, e é das primeiras coisas a confirmar numa proposta. Ver sub-base.
Quando a brita não chega
Em terrenos muito argilosos, uma camada de brita pode encher-se de água e ficar saturada, funcionando como um depósito em vez de um dreno. Nesses casos, é preciso dar à água uma saída: um tubo dreno perfurado envolvido em geotêxtil, conduzido até uma caixa ou até uma zona permeável.
O teste que revela isto faz-se antes da obra: abrir um buraco de cerca de 30 cm, enchê-lo de água e cronometrar. Se algumas horas depois a água ainda lá estiver, é um terreno que exige drenagem dedicada. Ver drenagem.
Quantidade e custo
Os agregados vendem-se por tonelada ou por metro cúbico, e a conta é simples: área multiplicada pela espessura da camada. Uma camada de 10 cm em 100 m² dá 10 m³, o que ronda as 15 a 18 toneladas consoante o material.
É por isso que a base representa uma fatia significativa do orçamento de uma obra, sobretudo quando é preciso escavar e transportar terra para fora. Ver preço da relva sintética.
Brita reciclada e alternativas
Existe no mercado agregado reciclado, proveniente de demolições, a preço inferior ao britado de pedreira. Funciona em camadas estruturais quando a granulometria é controlada, mas tem uma limitação: pode trazer finos e materiais estranhos que comprometem a drenagem.
Para a camada drenante, onde os vazios são precisamente a função, compensa usar agregado limpo e lavado. Para a camada estrutural de tout-venant, o reciclado é frequentemente aceitável. Ver tout-venant.
Como a brita se comporta com o tempo
Uma camada de brita bem executada, separada do solo por geotêxtil, mantém a capacidade drenante durante toda a vida do relvado, porque as pedras não se degradam e os vazios permanecem. É um investimento que se faz uma vez.
Sem geotêxtil, o cenário é outro: os finos do terreno sobem por capilaridade, preenchem os vazios e ao fim de dois ou três anos a camada passa a comportar-se como solo compactado. O relvado começa a reter água sem que nada visível tenha mudado. Ver drenagem.
Avaliamos a drenagem natural do terreno na visita técnica, antes de dimensionar as camadas. Fale connosco pelo WhatsApp ou peça um orçamento.
