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Campos Desportivos·Vestiários e Infraestruturas de Apoio
Campos Desportivos · Serviço

Vestiários e Infraestruturas de Apoio

Vestiários e balneários, bancadas, bancos de suplentes, arrecadação, iluminação e as ligações de água, esgoto e eletricidade que fazem a instalação funcionar depois de o campo estar pronto.

Balneário com cacifos e bancada central
O que inclui

Construção e adaptação de vestiários

Balneários funcionais para equipas, atletas e arbitragem.

Áreas técnicas e zonas de apoio

Bancadas, bancos de suplentes, arrecadação e circulações.

Instalações sanitárias e ligações

Casas de banho, duches e ligações de água, esgoto e eletricidade.

Adequação a normas

Estruturas construídas de acordo com os requisitos técnicos aplicáveis.

Para quem é
Clubes DesportivosEscolas e AcademiasMunicípios

Um campo sem balneários, sem luz e sem arrecadação só funciona meio dia e meio ano. As infraestruturas de apoio — vestiários, iluminação, bancadas, bancos de suplentes e as ligações de água, esgoto e eletricidade — são o que transforma um relvado sintético numa instalação utilizável todos os dias. E são a parte que mais vezes fica fora do orçamento inicial.

O que uma instalação precisa para além do campo

  • Balneários de equipa — dois, no mínimo, com duches e instalação sanitária. Mais um para a arbitragem, se houver jogos federados.
  • Instalações sanitárias para o público — separadas das dos atletas, com uma instalação acessível.
  • Arrecadação — balizas, redes, equipamento de manutenção e material de treino. Sem ela, tudo acaba encostado ao balneário.
  • Bancos de suplentes — abrigados, ancorados ao pavimento e recuados da linha lateral.
  • Bancada — mesmo pequena, com guardas e um lugar acessível junto a uma entrada.
  • Iluminação — o investimento que duplica as horas de uso do campo.

Vestiários e balneários: o que define o dimensionamento

O número de utilizadores em simultâneo manda mais do que a área total. Um balneário para uma equipa de futebol society precisa de bancos e cabides para todo o plantel, duches suficientes para o grupo sair em quinze minutos, e um pavimento antiderrapante que se lave com mangueira. Em instalações escolares, o dimensionamento segue o número de turmas que se sobrepõem no horário — é aí que o balneário pequeno se torna o gargalo do dia, como descrevemos no guia sobre relva sintética em escolas.

As instalações desportivas de uso público seguem o Decreto-Lei n.º 141/2009, que substituiu a antiga licença de funcionamento por uma autorização de utilização titulada pela câmara municipal. Confirme os requisitos com o município antes de fechar o programa: mudar o desenho em projeto é barato, em obra não é.

Iluminação LED: quanta luz é precisa

A norma europeia EN 12193 é a referência para iluminação de instalações desportivas. Define o nível de iluminância média no plano de jogo, a uniformidade, o encandeamento e a restituição de cor, por classes de utilização:

UtilizaçãoIluminância de referênciaNota
Recreativo e escolar100 – 200 luxSuficiente para treino livre e aulas de educação física.
Treino e competição local200 – 500 luxO intervalo mais comum em campos society de aluguer.
Competição sem televisão500 – 750 luxExige mais projetores e mais controlo de encandeamento.

Estes números só valem acompanhados de três outros: uniformidade de 0,5 ou superior (a razão entre o mínimo e a média), encandeamento controlado e restituição de cor a partir de 80. Um campo com 300 lux de média mas cantos escuros joga pior do que um campo uniforme com 200.

Na prática, um campo society ilumina-se com postes de 8 a 12 metros e projetores LED de 200 a 400 W, cruzando os feixes sobre a área de jogo. Os postes e as fundações são obra civil: executam-se com a preparação da base e da drenagem, não depois de o piso estar colocado.

Acessibilidade: o que a lei exige

O Decreto-Lei n.º 163/2006, que aprovou o regime da acessibilidade a edifícios e estabelecimentos que recebem público, aplica-se expressamente a instalações desportivas — campos de jogos incluídos. Cobre os acessos e átrios, as áreas de prática, os balneários dos atletas, as instalações sanitárias para espectadores e as bancadas. Na prática: percursos sem degraus até ao campo, uma instalação sanitária adaptada, portas e circulações com largura útil e, na bancada, um lugar para utilizador de cadeira de rodas junto de um acesso.

Água, esgoto e eletricidade

É a parte invisível e a que mais atrasa obras. Três pontos merecem decisão antecipada:

  • Água e água quente — vários duches a funcionar ao mesmo tempo são o consumo de ponta da instalação. A produção de água quente e a potência elétrica têm de ser dimensionadas em conjunto.
  • Esgoto doméstico e pluvial — redes separadas. A água dos balneários vai para a rede pública; a do campo segue pelo sistema drenante, com destino próprio.
  • Eletricidade — iluminação e água quente são as duas maiores cargas. Contratar potência a menos obriga a desligar metade dos projetores para tomar um duche.

Modular ou obra tradicional

A construção modular ou em estrutura leve chega pré-fabricada e monta-se em semanas, com menos desperdício e um custo total normalmente abaixo da alvenaria tradicional — a escolha frequente em clubes que precisam de balneários a funcionar na próxima temporada. A obra tradicional justifica-se quando o edifício é definitivo, integra bancada ou zona social, ou tem um desenho arquitetónico próprio. Em ambos os casos, as fundações e as infraestruturas enterradas são trabalho de obra civil feito no mesmo momento.

O erro mais caro é de sequência, não de material

Tubagens, cabos e caixas de visita têm de passar enquanto o terreno está aberto. Deixar a iluminação ou o ramal de água para depois significa abrir vala num campo já relvado: cortar o piso, refazer emendas e viver com uma cicatriz permanente onde antes havia uma superfície contínua. Custa pouco prever a infraestrutura no projeto e custa muito atravessá-la mais tarde.

O que decidir antes de o campo ser construído

  1. Onde ficam os balneários e por onde passa o percurso até ao campo.
  2. Quantos utilizadores em simultâneo, em dia de pico.
  3. Se vai haver jogos noturnos — e com que nível de iluminância.
  4. Onde ficam os postes de iluminação e por onde correm os cabos.
  5. Se há bancada, e onde entra o público sem atravessar a área de jogo.

Onde trabalhamos

Construímos e adaptamos infraestruturas de apoio em Lisboa, Cascais, Sintra e Oeiras e na zona envolvente, a partir de Carcavelos. Como fazemos também a construção de campos society e multiuso, as redes de proteção e coberturas e a manutenção dos campos, a instalação é planeada de uma vez, e não em obras sucessivas. Veja os serviços para campos desportivos e o custo típico de um campo society em Portugal.

Planeie a instalação completa de uma vez

Diga-nos o que existe hoje no terreno e quantas equipas vão usar o espaço pelo WhatsApp ou peça um orçamento. O programa e o valor fecham-se na visita técnica.

Perguntas frequentes

Dúvidas frequentes sobre este serviço

Quantos balneários precisa um campo society?

O mínimo funcional são dois balneários de equipa com duches e instalação sanitária. Um campo que recebe jogos federados precisa também de um balneário separado para a equipa de arbitragem. Instalações com várias utilizações em simultâneo ganham em ter um terceiro balneário de equipa em vez de aumentar os dois existentes.

Quantos lux são necessários para jogar de noite?

A norma europeia EN 12193 define os níveis por tipo de utilização. Como referência, uso recreativo e escolar situa-se entre 100 e 200 lux, treino e competição local entre 200 e 500 lux, e competição sem transmissão televisiva a partir de 500 lux. Tão importante como o valor médio é a uniformidade, que deve ficar em 0,5 ou acima.

Compensa fazer os vestiários em construção modular?

Compensa quando o prazo e o custo pesam mais do que a personalização, porque a estrutura chega pré-fabricada e o tempo de obra no local reduz-se a semanas. A obra tradicional em alvenaria justifica-se em instalações definitivas, com bancadas integradas ou desenho arquitetónico próprio.

Os balneários têm de ser acessíveis?

Sim. O Decreto-Lei n.º 163/2006 aplica-se expressamente a instalações desportivas e cobre os acessos, os balneários dos atletas, as instalações sanitárias para espectadores e as bancadas. Prever a acessibilidade no projeto custa uma fração do que custa adaptar depois.

É melhor fazer as infraestruturas antes ou depois do campo?

Antes, sempre. Tubagens de água, esgoto e cabos de alimentação devem passar em vala aberta enquanto o terreno está a descoberto. Depois de a relva estar colocada, qualquer atravessamento obriga a cortar o piso e a refazer emendas.

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