Numa rede de proteção de campo, os fundos de baliza fazem-se com 5 a 6 metros de altura e as laterais com 3 a 4 metros, em malha de 10 a 20 cm e fio de alta tenacidade tratado contra raios ultravioleta. O que decide o orçamento não é a rede — é a estrutura que a segura.
Onde a rede é realmente necessária
Nem todo o perímetro precisa da mesma proteção. Antes de orçamentar, veja o que está do outro lado de cada linha:
- Fundos de baliza — é por aqui que sai a maioria das bolas, com mais força e mais altura. É sempre o ponto mais alto do sistema.
- Laterais — saídas mais baixas e mais frequentes. Em campos society, a rede lateral acelera o jogo, porque a bola volta sozinha.
- Limite com a vizinhança — moradias, janelas, estufas ou hortas. É aqui que uma rede mal dimensionada se transforma em queixas e em reparações pagas pelo clube.
- Parques de estacionamento e vias — o cenário mais caro de todos. Um vidro de carro partido por semana justifica, por si só, a rede.
Altura e malha: os dois números da ficha técnica
A altura escolhe-se pela trajetória da bola e pela distância ao que está a proteger: quanto mais perto o vizinho, mais alta a rede. A malha escolhe-se pela bola — mais pequena do que ela, com margem.
| Zona | Altura de referência | Malha habitual | Nota |
|---|---|---|---|
| Fundo de baliza | 5 – 6 m | 10 – 20 cm | Pode subir se houver via pública ou habitação próxima. |
| Lateral | 3 – 4 m | 10 – 20 cm | Frequentemente montada por cima do alambrado. |
| Limite com vizinhança | 6 m ou mais | 10 cm | Altura definida caso a caso, com a distância ao edifício. |
| Campo multidesportivo | 4 – 6 m | Malha mais fechada | Bolas pequenas e ressaltos altos pedem outra especificação. |
São faixas de referência de mercado, não obrigações normativas: a EN 15330-1 regula o piso desportivo e não a proteção perimetral. As redes definem-se por projeto.
De que é feita uma rede que dura
O pano é habitualmente de polietileno de alta densidade ou polipropileno de alta tenacidade, com fio entre 2 e 4 mm. Três detalhes separam uma rede de cinco anos de uma de dois:
- Tratamento contra raios ultravioleta — sem ele, o fio fragiliza e parte-se ao terceiro verão. É o mesmo mecanismo que degrada a relva sem estabilização UV.
- Malha sem nós (entrançada) — distribui o impacto melhor do que a malha com nó, que concentra o desgaste em cada cruzamento.
- Remate e reforço das bordas — as redes raramente rompem no meio. Rompem na costura superior, onde o vento trabalha todos os dias.
A estrutura é a parte séria do trabalho
Uma rede de 6 metros não é uma vedação: é uma superfície que o vento empurra. O sistema leva postes em perfil metálico — de 60 × 60 mm nas alturas menores até 120 × 60 mm nas maiores — espaçados 5 a 10 metros, com cabo de aço em cima e em baixo, esticadores e fundações em betão dimensionadas ao arranque.
Em Cascais, Oeiras e na orla de Lisboa isto não é detalhe. O Anexo Nacional da NP EN 1991-1-4, que define a ação do vento em estruturas, coloca a faixa costeira de 5 km na zona mais exigente do país — a mesma rede que aguenta anos no interior pode arrancar postes numa encosta virada ao mar. Em obra nova, estas fundações executam-se ao mesmo tempo que as do alambrado e das vedações, e ficam mais baratas.
Pendurar rede alta em postes de alambrado comum. O alambrado deixa passar o vento; a rede comporta-se como uma vela e multiplica o esforço na base do poste. O resultado aparece na primeira tempestade de inverno: postes tortos, sapatas fissuradas e uma reparação mais cara do que a estrutura certa.
Coberturas: fixa ou tensionada
Cobrir um campo muda o negócio de quem aluga horários: acabam os cancelamentos por chuva e o campo rende em dezembro como rende em maio. Há dois caminhos técnicos.
| Solução | Como é | Quando faz sentido |
|---|---|---|
| Cobertura fixa | Estrutura metálica com chapa, painel sandwich ou policarbonato. | Uso permanente, com isolamento e laterais fechadas. |
| Cobertura tensionada | Membrana de poliéster revestida a PVC, em forma por pré-tensão nos cabos. | Vãos grandes, menos peso próprio e mais luz natural. |
O que verificar antes de cobrir um campo
- Altura útil livre — a modalidade define o pé-direito mínimo. Uma cobertura baixa transforma um campo bom num campo inutilizável.
- Ação do vento — a cobertura é a maior superfície da instalação e a sucção manda mais do que o peso. Dimensionamento e fundações são trabalho de projeto.
- Águas pluviais — a chuva que caía espalhada no campo passa a cair concentrada nas laterais. Sem recolha própria, cria-se um problema onde não havia.
- Iluminação e ventilação — um campo coberto fica escuro de dia e fechar as laterais retém calor e concentra o som. Obriga a repensar a iluminação e as infraestruturas de apoio.
- Licenciamento — controlo prévio camarário ao abrigo do Decreto-Lei n.º 555/99 e, para instalações de uso público, o regime do Decreto-Lei n.º 141/2009.
Manutenção: redes são peças de desgaste
Uma inspeção anual, antes do outono, resolve quase tudo: costuras e cabos, aperto dos esticadores, estado das fixações e da base dos postes, e substituição de painéis rotos em vez da rede completa. Agende-a com a manutenção do campo ou com a requalificação do campo, se o relvado sintético também estiver no fim de vida.
Onde trabalhamos
Instalamos redes e coberturas em campos de relva sintética em Lisboa, Cascais, Sintra e Oeiras e na zona envolvente, a partir de Carcavelos, em obra nova ou em campos já construídos. Avaliamos os postes e as fundações existentes antes de propor uma solução. Veja os serviços para campos desportivos e o processo de construção de campos society e multiuso.
Envie as medidas do campo e uma fotografia do perímetro pelo WhatsApp ou peça um orçamento. O valor final fecha-se na visita técnica, depois de avaliadas as fundações e a exposição ao vento.

